LOCAL
Jardim - Santo André
TIPO
Apartamento Residencial
ÁREA
165 m2
Eles não queriam um apartamento maior. Queriam parar de se adaptar.
No antigo lar, nada era exatamente errado, mas tudo era levemente desconfortável. A pia baixa demais para quem é alto. Armários fora de proporção. E as reuniões… duas acontecendo ao mesmo tempo, no mesmo ambiente, vozes se sobrepondo, os dois falando simultaneamente, tentando se ouvir enquanto eram ouvidos. Pequenos incômodos diários que, somados, cansam mais do que deveriam.
Quando o Splendor ainda estava em obra, ela estava grávida. E foi ali que veio a virada: se agora seria um apartamento na planta, em um empreendimento de alto padrão, essa era a chance de fazer diferente.
A personalização oferecida pela construtora, o Decora, não foi tratada como uma simples lista de opções. Foi encarada como etapa estratégica da obra. Escolher o piso certo. Integrar a varanda com a sala. Fechar o vidro no momento ideal. Remover paredes enquanto ainda era simples e econômico fazer isso. Algumas decisões faziam sentido executar direto com a construtora. Outras não compensavam o investimento. E algumas seriam resolvidas na fase seguinte, com mais controle sobre fornecedores e custos.
O projeto ainda não estava pronto. Mas já estava claro o suficiente para sustentar decisões importantes. Existia um caminho definido. Isso permitiu analisar cada item oferecido pela construtora com critério: o que precisava ser resolvido naquela fase de obra e o que poderia esperar. Assim, a personalização do apartamento na planta deixou de ser uma sequência de escolhas isoladas e passou a fazer parte de uma construção maior, pensada etapa por etapa.
O elevador abre direto no meio do apartamento. E ninguém quer que a casa se revele inteira em um segundo. Nem vizinho curioso avaliando a marcenaria. Nem visita inesperada tendo visão panorâmica da sala. A solução veio como uma camada de arquitetura, um elemento em madeira que cria transição, protege a privacidade e organiza a chegada. Não é só estética. É aquele segundo de controle antes do mundo entrar.
A integração entre sala e cozinha não foi pensada só para parecer ampla, mas para funcionar no dia a dia deles. Dois escritórios independentes garantem que cada um possa trabalhar em silêncio, mesmo quando as reuniões acontecem ao mesmo tempo. As alturas das bancadas e armários foram ajustadas para que cozinhar, lavar ou simplesmente circular não seja um esforço constante. A mesa ganhou protagonismo porque ali a casa realmente acontece: recebe a família nos fins de semana, sustenta conversas longas e, quando a noite avança, vira tabuleiro para uma partida de Imagem & Ação que atravessa risadas e disputas improvisadas.
Como diria Guimarães Rosa:
“O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.”
O prédio entrega em 2027.
Mas a mudança começou em 2025.
Alma Bruta não é sobre concreto. É sobre atravessar uma fase da vida com consciência e construir um espaço que finalmente acompanha quem você se tornou.
COMO IMAGINAMOS

COMO ERA

LAYOUT


























